Aeroportos com voos cancelados e navios evacuados nos portos, chuvas, inundações e rajadas de ventos.

Enquanto o território chinês ainda estava se recuperando dos danos causados pelas inundações devastadoras, o Tufão In-Fa atingiu a região no último domingo (25).
Por conta desse acontecimento as atividades na região do porto de cargas de Ningbo, um dos maiores do mundo junto com o de Xangai foram suspensas, assim como o tráfego aéreo e ferroviário na costa leste da China.
Dentre milhões de pessoas que vêm sendo prejudicadas por estas inundações, cerca de 495 mil tiveram que ser retiradas de suas casas.

Danos à todo o comércio Exterior:

A situação no leste da china é mais um “em uma série de desastres que têm abalado a cadeira de abastecimento global”, disse Nerijus Poskus, vice-presidente de estratégia marítima da Flexport.

Além dos severos danos à saúde e à economia chinesa, a agência meteorológica local estima que o tufão In-Fa ainda causará fortes chuvas durante vários dias, inclusive nas áreas afetadas pelas enchentes.

Os estragos causados pelo desastre natural não pararam por ai, o comércio será mundialmente prejudicado, importadores e exportadores que já vinham sofrendo com atrasos de carga e com o aumento exponencial
dos fretes internacionais, terão suas operações mais uma vez afetadas, logo que teremos a paralisação do maior porto do mundo, agravando assim, toda a sua cadeia de atividades.

O setor marítimo, já onerado em uma esfera global e bruscamente prejudicado em todo o seu processo, devido aos choques da pandemia, enfrentará seu maior teste de resistência.

Assim como as agendas dos navios e cadeias de abastecimento levaram semanas para se recompor após o bloqueio do Canal de Suez em março deste ano, estima-se que após o atual acontecimento levarão meses até que o acúmulo de cargas se dissipe e a situação se normalize.

Tire suas Duvidas